segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Você sabe qual a diferença entre hipertrofia miofibrilar e hipertrofia sarcoplasmática?

   O número de academias, de acordo com o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), mais do que dobrou entre 2007 e 2012 no Brasil, atualmente o Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial de países com maior número de academias. Isso aconteceu devido à busca  pelo corpo perfeito e pela procura de um a melhor qualidade de vida. Dentre os principais objetivos almejados pelos jovens frequentadores das academias está a hipertrofia muscular.

Hipertrofia Muscular

    A hipertrofia muscular nada mais é do que o aumento do volume das fibras musculares, podendo ser do tipo miofibrilar ou do tipo sarcoplasmática.

Hipertrofia Miofibrilar 

   A miofibrila é formada por um conjunto de miofilamentos, esses filamentos, quando estimulados pelo sistema nervoso, contraem-se levando o músculo à atividade. Durante a realização da musculação, com o estímulo de sobrecarga, ocorre micro lesões nas fibras musculares. Para reparar as lesões e prevenir o aparecimento das mesmas, a célula estimula a cicatrização e a formação de novos miofilamentos. Recomenda-se para a hipertrofia miofibrilar treinos com maior carga e menor número de repetições.

Hipertrofia Sarcoplasmática

O sarcoplasma é o citoplasma das células musculares. Nele contem mitocôndrias, mioglobina, glicogênio, creatina, minerais e água. Após a realização de atividades mais demoradas, a fibra muscular estimula a produção de estruturas presentes no sarcoplasma, com isso há o aumento da força muscular e do volume das fibras musculares. Recomenda-se para a hipertrofia sarcoplasmática treinos com menor carga e maior número de repetições.




Publicado por Ricardo Baracho

Referências

http://tafitness.net/hipertrofia-muscular-miofibrilar-sarcoplasmatica/

http://www.treinomestre.com.br/como-ocorre-a-hipertrofia-muscular/


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Você sabe qual a função do medo? O que é reação de "luta ou fuga"?


     Para a psicologia, medo é o estado afetivo suscitado pela consciência do perigo ou que, ao contrário, suscita essa consciência. Em outras palavras, caso não tivéssemos consciência do perigo e da consequência dos nossos atos, nós não teríamos medo. Logo, o medo é um importante mecanismo de manutenção da integridade física.

  O sistema nervoso tem como principais funções a percepção e identificação de informações provenientes do meio interno e externo, a associação e interpretação dessas informações e as ordenações das ações humanas. Esses mecanismos são responsáveis pelo comando das ações fisiológicas do corpo, mas o que ocorre na grande maioria reações ao perigo é a resposta autônoma. 

    Como as células do cérebro estão constantemente transferindo informações e iniciando respostas, muitas áreas do cérebro envolvidas no sentimento de medo. Mas pesquisas mostram que determinadas partes desempenham papéis centrais nesse processo.

ilustração das partes do cérebro envolvidas na reação ao medo

  • Tálamo - decide para onde enviar os dados sensoriais recebidos (dos olhos, dos ouvidos, da boca e da pele).
  • Córtex Sensorial - interpreta os dados sensoriais.
  • Hipocampo - armazena e busca memórias conscientes, além de processar conjuntos de estímulos para estabelecer um contexto.
  • Amígdala (Tonsila cerebelar) - decodifica emoções, determina possíveis ameaças e armazena memórias do medo.
  • Hipotálamo - Ativa a reação de "luta ou fuga".

Reação de "luta ou fuga"

    Mecanismo de resposta do sistema nervoso frente a uma situações de perigo.


    O hipotálamo ativa dois sistemas responsáveis pela reação de "luta ou fuga", o sistema nervoso simpático e o sistema adrenocortical.

    O sistema nervoso simpático usa vias nervosas para iniciar reações no corpo, ao passo que o segundo usa a corrente sanguínea. Quando o hipotálamo informa ao sistema nervoso simpático que é hora de entrar em ação, o efeito geral é que o corpo acelera, fica tenso e mais alerta.  O sistema nervoso simpático envia impulsos para as glândulas e músculos lisos e diz à medula adrenal para liberar adrenalina e noradrenalina na corrente sanguínea.

       O sistema adrenocortical conta com um sofisticado feed back hormonal que tem como principal função o aumento dos níveis de glicose no sangue para fornecer energia aos músculos e nervos. Eles também controlam o metabolismo da glicose e o ciclo de sono-vigília. 


Publicado por Ricardo Baracho

Referências:
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/o_fator_medo_quando_o_cerebro_decide_que_e_hora_de_dar_no_pe.html
http://www.setibr.com/anexos/pos/como_funciona_o_medo.pdf
http://www.danielacarneiro.com/Pages/medoedor.aspx

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Reflexo

Você sabe porque sempre antes de uma situação de perigo seu corpo responde de forma automática, na tentativa de que não ocorra nenhum dano?



Todos os reflexos humanos são involuntários, não aprendidos e totalmente previsíveis. Com a finalidade de defender o corpo ou servi-lhe de proteção contra um ambiente nocivo, eles ocorrem como reação a estímulos sensoriais. 
Na figura a baixo, encontramos uma situação muito comum onde nosso corpo pode se encontrar em uma estado de perigo.







Os reflexos envolvem circuitos nervosos simples, principalmente entre os músculos e a medula espinhal. O Contato do dedo do indivíduo com a chama da vela, vai ocasionar o estímulo de receptores presentes na pele, conhecidos como receptores de Ruffini (calor). Estes receptores, em questão de milésimos de segundo irão promover um estímulo que vai ser conduzido até a medula espinhal pelo nervo sensitivo aferente, até que encontre com o Gânglio anexo a raiz dorsal, onde produz sua primeira sinapse. O neurônio de associação vai produzir um novo reflexo que vai ser transmitido até o músculo por um outro neurônio motor, que ao chegar ao músculo vai produzir um reflexo no qual vai gerar uma resposta de contração, os músculos contraem-se. A mão dá um salto e se afasta. Uma “fração de segundo” depois sentimos a dor, mas a mão está a salvo.


Referências :
Guyton & Hall
http://super.abril.com.br/ciencia/rapidez-de-reflexos

Publicado por Bárbara Alice.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

-Porque é impossível espirrar de olhos abertos?
-Porque quando uma pessoa boceja, outras ao redor também bocejam?
Ficou curioso? Vem conhecer um pouco mais do reflexo do espirro e do bocejo, e entender como esses fascinantes desdobramentos fisiológicos são controlados pelo sistema nervoso!
Reflexo do espirro
                   
No caso do reflexo do espirro, o estímulo que o inicia é a irritação das vias nasais (presença de partículas ou micróbios que causam irritação, como poeira, pólen, ácaros, vírus, bactérias e fumaça). Impulsos aferentes (impulsos sensitivos) passam do quinto par de nervos craniano (nervo trigêmeo) ao bulbo, onde o reflexo é disparado. Grandes quantidades de ar passam rapidamente pelo nariz, ajudando, assim, a limpar as vias nasais, além da contração do tórax e abdome.
Ele também pode ser causado por algum estímulo ótico, sendo chamado de espirro de reflexo fótico. Neste caso, a incidência de um feixe repentino de luz faz com que o segunda par de nervos cranianos (nervo ótico) envie sinais para o cérebro para fazer com que a retina se constrinja. Como este nervo está bem próximo do trigêmio, este último acaba recebendo parte dos sinais elétricos enviados ao cérebro, fazendo com que este órgão identifique erroneamente uma irritação nasal e o espirro aconteça!
   Mas então, porque é impossível espirrar de olhos abertos?
Ao receber a mensagem do nervo trigêmio, o tronco encefálico reage imediatamente à invasão, gerando uma série de impulso motores que contraem o abdômen, o tórax e o diafragma, até chegar ao nervo facial.
Os reflexos que chegam ao nervo facial também desencadeiam movimentos para expulsar a partícula estranha. Essas contrações atingem diversos músculos da face, incluindo o músculo orbicular, que controla o abrir e o fechar dos olhos. Como resultado de todo esse esforço,  fechamos os olhos.

Bocejo
O bocejo é uma ação involuntária que o corpo faz para despertar, entrar em alerta. A ação faz com que captemos mais oxigênio, o que aumenta a frequência cardíaca.
Mas por que bocejamos à noite, antes de dormir? Porque estamos lutando contra o sono e tentamos ficar acordados, explica o especialista, segundo o fisiologista Raúl Santo de Oliveira, da Universidade Federal Paulista (Unifesp).
E porque quando uma pessoa boceja, outras ao redor também bocejam?
Oliveira explica que uma teoria, bem aceita, diz que a culpa é dos neurônios-espelho. Essas células gravam a forma como nos comportamos em determinadas situações e irão basear nossas ações futuras nos comportamentos passados - quando choramos, por exemplo, essas células entram em ação para determinar como iremos chorar novamente. Ao vermos alguém bocejando, os neurônios-espelho desencadeiam um ato-reflexo, que não controlamos, e dão início ao bocejo. Até podemos tentar pará-lo, mas ele vai começar sem que queiramos.
O que acontece é que quando bocejamos por "reflexo", em geral estamos em uma situação parecida com a primeira pessoa que bocejou. Um grupo de pessoas que está vendo um filme, por exemplo. Se elas estão relaxadas - em um filme chato, por exemplo -, quando a primeira pessoa boceja, o cérebro de uma pessoa próxima pode notar que ela precisa ficar mais alerta e também aciona o bocejo.
 

Ver essa imagem provavelmente te trás     Uma foto ilustrando as 40 mil gotículas
      a vontade de bocejar! Hehe                   normalmente expelidas por um espirro.

Publicado por Mateus Nogueira Silva.





terça-feira, 23 de fevereiro de 2016


‘’Morte cerebral’’ x Estado vegetativo : Qual a diferença?

     É válido ressaltar que o termo "morte encefálica" é mais adequado do que "morte cerebral". Isso, porque o termo possui uma maior amplitude anatômica, uma vez que o encéfalo é formado pelo cérebro, tronco encefálico e cerebelo. O termo "morte cerebral" restringe-se somente ao cérebro, o qual é apenas a porção superior do encéfalo e por ser uma palavra mais conhecida, cérebro, o termo "morte cerebral" acabou se popularizando nos meios fora da área da saúde e adotado como sinônimo de "morte encefálica’’ .
    É um quadro em que as funções cerebrais (telencéfalo e diencéfalo) e do tronco encefálico estão mortos , mas o restante do corpo esta vivo (até a parada cardíaca e a falência dos demais orgãos) e apto a ser doado . O diagnóstico de morte encefálica no Brasil deve ser feito por, pelo menos, dois médicos e está normatizada pela Resolução 1.480/97 do Conselho Federal de Medicina. Segue um rigoroso protocolo que avalia o comando verbal, visual ou estímulo doloroso, o que tecnicamente corresponde ao nível 3 da Escala de Coma de Glasgow( escala neurológica para detectar o nível de consciência de uma pessoa).







Critérios relevantes:

      Parada total e irreversível das funções encefálicas de causa conhecida e constatada de modo indiscutível, caracterizada por coma aperceptivo, com ausência de resposta motora supra-espinhal e apnéia.

Realidade Brasileira :
        
    Infelizmente, mesmo com a irreversibilidade do quadro decorrente a usência de todas as funções neurológicas é comum pessoas optarem por não doarem os órgãos de seus familiares por medo de interromper a vida deste. Isso, demostra que uma parcela considerável da população não é familiarizada com o assunto. Outra problema recorrente é a falta de notificação de morte encefálica por insegurança e por despreparo da equipe de saúde, permitindo que 70% dos órgãos aptos a serem doados sejam desperdiçados. Nessa perspectiva, cabe aos médicos e aos demais profissionais da saúde não apenas a aptidão para um diagnostico correto, mas a clareza ao explicar situação do quadro e a importância da doação de órgãos.




Estado vegetativo :

         Como o proprio nome diz é um ''estado'', não um prognóstico definitivo.  Assim por mais delicado que seja o quadro não é tão irrefutável como a morte encefálica. Isso, porque diferentemente da morte encefálica, a pessoa em estado vegetativo está viva. As funções do tronco cerebral, como a respiração e a circulação permanecem, mas não as funções corticais superiores. Por essa razão, o paciente em estado vegetativo perde a função cognitiva , mas não a capacidade de despertar. Assim, consegue executar as funções fisiológicas , abrir os olhos, dormir e acordar , mas sem responder aos estímulos externos e ter consciência dessas ações. A situação pode ser agravada com o decorrer de quadro semanas , umas vez que o quadro passa a ser considerado EVP (Estado vegetativo persistente). Seu diagnostico ,também, requer um rigoroso protocolo que avalia o comando verbal, visual ou estímulo doloroso com base na Escala de Glascow. 

Paciente Vegetativo :

    Deve ser tratado com um paciente normal sendo assegurado o direito fundamental á vida e a medidas de saúde em prol da melhora do seu quadro como higiene, nutrição e medicação. Além disso o paciente requer não apenas uma equipe de saúde atenciosa, mas ,principalmente, a participação da família nesses cuidados diários para diminuir um pouco o isolamento e o sofrimento diário.

Publicado por Ingrid Andrade de Meneses.

https://www.youtube.com/watch?v=XVUDkQY-Fi4
file:///C:/Users/usuario/Downloads/resolu%C3%A7%C3%A3o%20292.pdf
MACHADOAngelo B.M
 GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª ed

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O Sistema Nervoso e a Cãibra Muscular

O sistema nervoso comanda todas as ações do corpo humano, seja voluntária ou involuntária. Vejamos uma introdução ao funcionamento dos transportadores de íons dos neurônios e a relação desses íons com a cãibra muscular.

O que são os canais de sódio e de potássio?

     São proteínas responsáveis pelo transporte passivo (sem gasto de energia) de íons do meio mais concentrado para o meio menos concentrado. Os canais de sódio são praticamente impermeáveis quando a célula está em repouso, já os canais de potássio são muito permeáveis, eles aumentam a sua permeabilidade através do estímulo. 

O que é a bomba de sódio e potássio?

     É um mecanismo celular que tem como função o transporte ativo de íons sódio e potássio e está diretamente ligado aos processos de contração muscular e condução dos impulsos nervosos.

     A bomba funciona com a utilização de energia (ATP) para ativação do transporte de 3 íons de sódio, do meio intracelular (menos concentrado) para o meio extra celular (mais concentrado), e de 2 íons de potássio, do meio extracelular (menos concentrado) para o meio intracelular (mais concentrado). O funcionamento da bomba é fundamental para a criação da polaridade necessária para a condução do impulso nervoso.


Esquema didático do funcionamento da bomba de sódio e potássio.

Como funciona a condução do impulso nervoso?

     Didaticamente quando a célula está no potencial de repouso é atribuído ao meio intracelular uma eletronegatividade e ao meio extracelular uma eletropositividade, contudo o que ocorre é um déficit iônico já que a bomba sempre que transporta 3 íons de sódio para o meio extracelular, transporta 2 íons de potássio para o meio intracelular. Durante a condução do impulso nervoso há uma inversão da polaridade da membrana do neurônio.
  

Potencial de repouso 


     A célula não está sendo estimulada.

     1. Membrana polarizada; 
  • Bomba de sódio e potássio ativados.

Potencial de ação


     A célula recebe estímulo.

     2. Membrana começa a despolarizar;

  • Abrem-se os canais de sódio, ocorre o influxo de sódio;
  • Fecham-se os canais de sódio;
     3. Membrana termina de despolarizar e começa a repolarizar;
  • Aumenta o efluxo de potássio;
  • Fecham-se os canais voltagem-dependentes de potássio;
     4. Membrana termina de repolarizar e hiperpolariza;
  • Ativação das bombas de sódio e potássio;



Canal de sódio (canal marrom) e  canal de potássio (canal verde) e polaridade do neurônio.

Cãibra muscular

      A cãibra é a contração involuntária e dolosa de músculos estriados esqueléticos, principalmente os músculos dos membros inferiores, que podem ocorrer durante a realização de atividades físicas, no repouso ou até mesmo no sono.


     Atletas, na prática do exercício, perdem muito líquido e íons de sódio através do suor. Por esse motivo, é recomendado a esses atletas a adição de sal (cloreto de sódio) na alimentação após a prática de exercícios físico, visando repor os íons perdidos durante a atividade física. O consumo excessivo de água, sem reposição de sal, também pode desencadear uma baixa do nível de sódio no sangue (hiponatremia), uma das causas de cãibras patológicas.

     Alguns cientistas dizem que pessoas que não têm o hábito de alimentação de fontes de potássio, como a banana, possivelmente apresentarão quadro de cãibras devido a diminuição desses íons e consequentemente a dificuldade de condução do impulso nervoso.  Mas a teoria neuromuscular atualmente é a mais recente proposta. Ela é baseada na teoria de que a fadiga muscular pode causar um desbalanceamento neuromuscular localizado. Nessa situação há uma interrupção dos estímulos excitatórios e inibitórios para a coluna vertebral, causando esse desbalanceamento e consequentemente contrações musculares involuntárias. 

Como prevenir a cãibra?

  • Alongue-se antes da prática de exercícios físicos;
  • Pratique exercícios físicos regularmente;
  • Hidrate-se adequadamente, sem excesso;
  • Alimente-se de fontes ricas em potássio, magnésio e cálcio;
  • Após atividades de intensidade de moderada a intensa, não alimente-se de comidas hiposódicas;

Publicado por Ricardo Baracho.