quinta-feira, 5 de maio de 2016

"Rins artificiais"



Os rins têm a função de eliminar substâncias tóxicas ao organismo através da urina. Quando eles adoecem e deixam de cumprir temporária ou definitivamente essa função, ela tem de ser feita pela hemodiálise, pela diálise peritoneal ou, em última instância, pelo transplante renal.

A Hemodialise tem o objetivo de substituir as funções excretora dos rins.
Quando os rins deixam de funcionar, a hemodiálise surge como uma opção de tratamento que permite remover as toxinas e o excesso de água do seu organismo. Nesta técnica depurativa, uma membrana artificial é o elemento principal de um dispositivo designado dialisador, comummente conhecido por “rim artificial”

Normalmente, o sangue é retirado do corpo por meio de um acesso vascular, que resulta de uma fístula artificial que une uma veia e uma artéria superficiais do braço, e é impulsionado por uma bomba até o filtro mecânico de diálise, contido em uma máquina. Nesse filtro, o sangue é posto em contato com a solução de diálise, separado dela apenas por uma membrana semipermeável, através da qual se fazem as trocas de substâncias entre os dois líquidos. Após ser filtrado, o sangue é devolvido ao paciente pelo mesmo acesso vascular.

Uma sessão de hemodiálise normalmente dura, em média, quatro horas e deve ser feita três vezes por semana. Entretanto, de acordo com as peculiaridades de cada paciente, esses parâmetros podem variar um pouco. Durante a sessão podem ocorrer câimbrashipotensão arterial e outros sintomas que devem ser imediatamente comunicados aos médicos. 

Em uma semana o rim normal filtra 1.008 litros de sangue enquanto que em três sessões de hemodiálise são filtrados apenas 216 litros. Apesar de não ser o ideal, a hemodiálise é suficiente para manter o paciente vivo e produtivo.
No Brasil, cerca de 35.000 pacientes fazem hemodiálise, dos quais somente 10% são transplantados anualmente.







http://static.lvengine.net/portaldadialise/Imgs/pages/page_301/dialise_acessos%20vasculares_circular2011.pdf
http://www.sysnefro.com.br/wp-content/uploads/2016/03/x0151454548.jpg
http://www.pro-renal.org.br/index.php



Lícia de Lima Lopes

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